MATRÍCULAS 2018

Por que devo escolher uma Escola Cristã para meus filhos?

Carta aos Pais…

Gostaria apresentar nesta carta algo que está muito forte em meu coração nestes “dias maus”… Temos visto e ouvido muitas coisas que afrontam nossa fé, nossos valores e princípios. É verdade sim que há  uma luta entre o bem e o mau, uma batalha espiritual visando afastar as pessoas do conhecimento de Deus. E isso tudo nos deixa aflitos, com medo, e nossa tendência é sairmos em defesa dos nossos. Nossa militância é legítima, mas a grande pergunta é: será que a nossa principal frente de batalha é essa? Este é, estrategicamente, o lugar que devemos estar? Embora eu creia que devamos ir às assembleias e mobilizar a igreja para tal, entendo que isto é secundário. Vejam bem, só conhecemos uma nota falsa, porque conhecemos a verdadeira. Ficam então as perguntas: Será que temos alicerçado nossos filhos de tal forma na verdade, a ponto de reconhecerem a cédula verdadeira com facilidade? Estão tão familiarizados com a verdadeira que facilmente ao se depararem com a falsa serão capazes de não somente identificá-las como também rejeitá-las?

A definição de educação, segundo Webster, é: Cristo deve ser O Senhor de todos os segmentos da instrução, da disciplina com que se pretende iluminar o entendimento, corrigir o temperamento, formar as maneiras e hábitos da juventude e capacitá-la a ser útil no futuro. Essa definição paralela à de (Dt 6:7), de ensinar às nossas crianças todo o tempo, o dia todo, parece indicar que educação cristã é um treinamento para toda a vida, e inclui muito mais do que a “escola”.

Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem. (Hebreus 11.1)
Temos a convicção da verdade e nisso que temos fundamentado a educação de nossos filhos?

Precisamos ter a convicção de que nossos filhos estão recebendo treinamento consistente em todo tempo, em todas as áreas, sob a orientação de pais e  professores cristãos, para que possam enfrentar, quando crescerem, uma geração corrompida e perversa, brilhando como luzeiros (Fp 2:15-16).

Em poucas palavras, convicção é uma crença que se assume tão fortemente e se está tão convencido de que é isso o que a Palavra de Deus ensina, tendo o Espírito Santo confirmado no coração, que a pessoa não a mudará a preço algum: para um cristão, cada mandamento relacionado ao tipo de vida e de conduta diante de Deus e dos homens deveria ser uma convicção. Porém quando não temos convicção de quem deve governar toda área de nossa vida, a qualquer momento, em qualquer dificuldade ou contrariedade, quando nos defrontamos com determinada pressão ou inconveniência, oscila e muda com a opinião, o posicionamento, ao invés de permanecer absoluta.

Diante disso quero leva-lo a refletir qual tem sido sua motivação em escolher uma escola cristã? – Por que é conveniente? – Para livrar seus filhos de um ambiente mal? – Por que o ensino da outra escola é fraco? Ou por ser um mandamento das Escrituras?

Certamente é verdade que qualquer educação com os atributos mencionados acima seriam bem indesejáveis. Também é verdade que você não seria um bom pai se não estivesse preocupado com essas condições citadas acima na educação de seu filho, pois acima de tudo você quer que ele aprenda e não, que ele seja pervertido em seu espírito. Entretanto se os atributos acima não fossem uma realidade, seria a educação (“secular”) aceitável diante de Deus e de Sua Palavra?
Se as escolas do governo ou particulares em geral tirassem quando fosse possível o que mencionamos anteriormente (as razões negativas antes citadas), isso tornaria a sua educação (a educação por elas oferecidas) mais cristã? Seria Cristo o ponto central de todo ensinamento e vida? O ensinamento ao  temor do Senhor teria o primeiro lugar na escola?

As respostas a essas questões e a muitas outras revelam que o simples fato de remover o negativo não significa que a coisa se torne aceitável diante de Deus. A questão de fato é: “O que Deus quer na educação de meu filho”? Uma vez que temos uma ordenança na Palavra, então positivamente tentamos satisfazê-la pelo poder do Espírito Santo, sabendo, naturalmente, que não encontraremos uma escola “perfeita”, entretanto, teremos uma escola que procurará manter os princípios mais importantes num treinamento piedoso. A Palavra de Deus nos oferece alguns princípios ou ordenanças pertinentes ao treinamento de nossos filhos que afetam diretamente o processo educacional. À medida que nos movemos em direção a Deus, automaticamente nos afastamos das influências negativas, que nos impedem de obedecer a nosso Senhor Jesus.

O QUE AS ESCRITURAS DIZEM?

1.A Lei de Deus de semeadura e colheita –

(Pv 22:6) “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele
(Gl. 6:7-8) “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna”.
(Dt. 22:9) “Não semearás a tua vinha com duas espécies de semente, para que não degenere o fruto da semente que semeaste e a messe da vinha”.
(Sl. 144:11-12 )”Livra-me e salve-me do poder de estranhos, cuja boca profere mentiras, e cuja direita é direita de falsidade. Que nossos filhos sejam, na sua mocidade, como plantas viçosas, e nossas filhas como pedras angulares, lavradas como colunas de palácio”.

É tolice “reivindicar” a promessa de (Pv 22:6) simplesmente porque levamos nossos filhos à Escola Dominical e à Igreja, e lhes damos boa instrução em casa, mas permitimos que o mundo treine suas mentes e padrões de pensamentos durante quatro horas por dia, cinco dias por semana! O padrão de pensamento de uma criança é formado nas disciplinas escolares, e a menos que essas disciplinas estejam rodeadas de pensamento e prática cristãos, a criança terá uma mente carnal, pecaminosa que a acompanhará pelo resto de sua vida. Aquilo que é semeado na mente, em forma de pensamentos, tornar-se-á em ações e em estilo de vida nos anos futuros. Devemos ser firmes no processo de treinamento em toda essa plantação, para que possamos esperar uma colheita sem mistura. Muitos argumentam que se “saíram muito bem” fazendo seus cursos em escolas não cristãs. A aparente “semente misturada” não os prejudicou, dizem. Entretanto, a pergunta é: o que querem dizer com “se saíram muito bem?” Se tornaram  realmente como devem ser os cristãos nos padrões de pensamento quando pensam? É a Deus que honram em primeiro lugar em suas vidas? Muitos de nós professamos a Cristo e, todavia praticamos o humanismo! Simplesmente estamos enganados demais para estarmos conscientes disso!

2. Mantendo um jugo igual entre pais e professores

(Am 3:3) “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?”.
(II Co 6:14) “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade?”
(Lc 6:39-40) “Propôs-lhe também uma parábola: Pode porventura um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos num barranco? O discípulo não está acima de seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como seu mestre”.

Talvez não tenhamos, até agora, visto nosso relacionamento como pais em relação ao professor que ensina nossos filhos como um jugo ou pacto, entretanto isso é, na verdade, o que acontece. Aos pais, e não à Escola ou ao Estado, foi dada a responsabilidade de cuidar da educação dos filhos (Ef 6:4); de modo que serão considerados responsáveis por aqueles a quem permitirem ocuparem seu lugar e ajuda-los a educar os filhos. Em que devem os pais e professores estar de acordo? Em primeiro lugar, deve ser no Senhorio de Cristo! A menos que haja um jugo igual entre pais e professor, é impossível um treinamento coerente, pois a criança terá de escolher qual modelo tomará para si, e, com a ajuda constante de sua velha natureza, pode vir a escolher aquele que seja mais parecido com a manifestação desta, em vez de dar lugar à nova natureza.

3. Uma filosofia de vida pecaminosa aprisionará a mente de uma criança

(Jr 10:2) “Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho dos gentios”…
(Cl 2:8) “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”.

Muitos cristãos se enganaram pensando que uma educação “neutra” com relação à religião fosse um posicionamento saudável para seus filhos. Nada poderia estar mais longe da verdade. De fato, educação “neutra” não existe, pois outro sistema de valores sempre é o ponto de apoio e a base das disciplinas acadêmicas. O que as Escrituras dizem é que Deus não quer que sejamos ensinados com misturas, pois isso seria como uma “armadilha” para a nossa mente (traduzido por enredar Cl 2:8).

Não é esperado que aprendamos tanto o bem (em casa) como o mal (na escola) para que possamos discerni-los. Mas devemos aprender o que é o bem para reconhecer o que é o mal.

O mundo real, a verdade sobre a vida é achada em JESUS. Ele criou todas as coisas e todas as coisas que Ele criou trazem a marca da divindade (Rm 1:20). O temor (ou respeito) a Deus é a base para o conhecimento, pois Jesus Cristo é o único fundamento digno de qualquer investimento de construção (I Co 3:11).

Quando Deus é tirado, o que fica é só mentira, e o resultado uma tolice (Rm. 1:21-22). Pertence a Cristo o primeiro lugar em todas as coisas, pois Ele é quem sustenta o mundo (Hb 1:1-3). As coisas eternas, invisíveis e pertencentes à esfera espiritual devem ter prioridade sobre as coisas temporais, visíveis e pertencentes à esfera natural. Não é nosso propósito juntar tesouros na terra (temporais); ao contrário, é nosso propósito investir nas coisas de valor eterno (Mt. 6:19-20); (II Co 4:7; 12:14).

A realidade completa inclui a presença de um Deus imanente que criou e cuida da sua criação. Quando uma criança é educada por um sistema educacional que nega a alto e bom som, ou por omissão, que Deus é a realidade última de todas as coisas, ou que o eterno não existe ou deve se curvar ao temporal, essa criança crescerá com prioridades erradas. Quando atividades intelectuais, atletismo, sucesso secular e dinheiro são continuamente colocados diante da criança como o mundo “real”, nada pode fazer a não ser colher comportamento, padrões de pensamentos e prioridades erradas.

Como famílias cristãs podemos entender que é de suma importância a educação dos nossos filhos. Não podemos negligenciar esta tarefa e nem terceirizá-la. Vamos encarar o desafio e marcar esta próxima geração?

Que o Eterno e Poderoso Senhor nos ajude nesta missão.

Unidos em Cristo.

Em aliança,
Veronica Santos Marconi
Diretora IAVEC
Pedagoga e Mestre em Educação por Princípios Cristãos
E Equipe IAVEC.